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A CARÊNCIA DE PLANEJAMENTO NA CIDADE DE IPU INTERFERE DIRETAMENTE NA ACESSIBILIDADE E MOBILIDADE URANA

A cidade de Ipu foi emancipada em 1840 e em pouco tempo de emancipação se transformou em uma das cidades mais rica e próspera  do Estado do Ceará e de certa forma uma das cidades mais bem planejadas com praças amplas, construções de avenidas e ruas largas e boa acessibilidade para o padrões da época. Praças enormes, calçadas com mais de 3 m metros de largura rebaixadas e as vezes com batentes que facilitavam muito a acessibilidade das  pessoas aos ambientes públicos. Inclusive um dos marcos históricos foi a construção da Praça de Iracema com um enorme muro de arrimo e que para muitos historiadores ainda hoje comenta-se que foi feito pra separar os Ricos dos Pobre e Negros. Mais independente da intenção, sua construção veio melhorar a Praça e lhe dar melhor condição de uso.


O Centro Histórico que inicia na Praça da Estação Ferroviária e segue sentido a Praça Pedro César Tavares, Praça de Iracema, Mercado Público, Praça 26 de agosto, Praça Delmiro Gouveia e Igreja Matriz de São Sebastião formando um L nos dá a impressão que seria uma praça só.  Mais o tempo foi passando e o apogeu da riqueza da terra de Iracema foi acompanhando a estrada de ferro sentido Crateús..... e como os filhos da terra de Iracema não se despertaram para esse novo cenário passaram enaltecer as lembranças do passado, sem viver o presente e sem planejar o futuro.

Nos anos 40 do século XX, a cidade mergulha num processo de decadência até culminar com o completo desmonte da ferrovia nos anos 50, 60 e 70 do século passado. Decadente, sem planejamento a cidade transforma-se num verdadeiro "curral-eleitoral" para a oligarquia local; momento em que a prefeitura da cidade transforma-se na maior empregadora do município. Para piorar ainda mais a economia na década de 80 (1987) o então distrito Pires Ferreira, se emancipa de Ipu, transformando-se em um novo município.

O que se verifica atualmente em Ipu é o descontrole politico por uma elite ultrapassada e que não consegue avançar porque não se planejou. Essa falta de planejamento se reflete nas ruas, avenidas praças e no costume do povo. Algumas casas financiadas com recursos federais receberam alvará, habíte-se  com pouca ou até mesmo sem acessibilidade. A carência de sinalização nas vias públicas, ciclovias, calçadas transformadas em estacionamento de veículos automotores nos dá a idéias que temos muito para avançar. 

As cidade está sendo "projetada" para atender aos carros e não as pessoas. Segundo a afirmação da jornalista norte americana, Isabel Coleta "as pessoas tem medo de mudança, é por isso que essas mudanças devem ser feitas de forma lenta e consistente para que a população sinta seus efeitos". 

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Nos últimos anos a construção de novos bairros que deveriam possuir ruas e avenida amplas com calçadas mais larga e acessíveis estão se tornando labirintos que não correspondem ao avanço dos meios de transporte e da mobilidade urbana. Calçadas com menos de um metro de largura ou até mesmo sem calçadas. Ao andarmos nas calçadas dos novos bairros encontramos alpendres, muros e em muitos casos a calçada desaparece.  Não existe rampa de aceso para pedestre na maioria das repartições públicas e quando existe  raramente pode ser usada. Os bares e restaurante colocam suas mesas sobre as calçadas evitando a passagem dos perdeste sem nenhuma orientação, alvará ou controle. Outro fator agravante são as feiras livres sem nenhum controle, alvará, vigilância sanitária de qualquer natureza.

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Além da falta de calçadas adequadas, não dispomos de projetos para viabilizar novos ambientes públicos como praças, parques ambientais e de lazer.

Uma experiencia desagradável para um pedestre (especial ou não) é tentar transitar na periferia de Ipu pelas calçadas. Uma tarefa difícil ou até mesmo impossível de se realizar.

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Apenas o Centro Histórico permite aos pedestres caminharem  sobre as calçadas e ultimamente até neste lugradouro estar ficando impossibilitado de se fazer tal atividade.

As áreas que não deveriam ser ocupadas por se tratarem de áreas de proteção ambiental - APP como encostas, margens dos riachos e cursos d´'água dentre outras, estão sendo ocupadas desordenadamente e que acarretará no futuro bem próximo sérios problemas de alagamento e a impossibilidade de um projeto de drenagem eficiente.

Apesar de tantas dificuldades e carência de planejamento a Prefeitura nos últimos anos vem implementando de forma  tímida e vagarosa alguns projetos isolados mais de importante cunho social que põe em discussão  importantes recursos para o mobilidade e acessibilidade das pessoas.

Ciclovias foram implantadas na Avenida Osório Rufino no Bairro Boa Vista e na Praça Nilson Rufino na Aldeota. Rampas de acessibilidade foram implantadas nas calçadas do Estadio de Futebol,  Praça Nilson Rufino e calçadão da Avenida Boulevard Sebastião Carlos no Alto dos 14.

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Os problemas de acessibilidade e mobilidade urbana são comuns em todo mundo mais as cidades que partirem na frente nesta solução através do Reflorescimento das  Cidades ou de construções inovadoras que venham contemplar estas soluções serão enormemente visitadas e procuradas para ser moradia das pessoas mais abastadas e com maior consciência crítica, ecológica  e intelectual se transformando em verdadeiras ilhas de prosperidade.

O que se propõe para a cidade Ipu é que seja reflorescida, renovada e ampliada com um novo modelo de gestão pública com inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano onde seja contemplado a acessibilidade e a  mobilidade urbana com respeito ao meio ambiente.

Antônio Cicero Jerônimo de Sousa
Engenheiro Agrônomo
Membro Fundador  da Biodiversidade
Diretor de Meio Ambiente da AFAI

Fonte: http://biodiversidadesemiarido.blogspot.com 

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